
IDOSOS
Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil, em 2016, tinha a quinta maior população idosa do mundo, e, em 2030, o número de idosos ultrapassará o total de crianças entre zero e 14 anos.
Diante desses números, o Brasil não se preparou de maneira gradual e dentro de um contexto de lutas políticas que culminasse em respostas sociais adequadas ao envelhecimento populacional e, mais precisamente, para enfrentar o processo de envelhecimento da população idosa em situação de rua. Assim, na situação de rua os idosos constituem um grupo altamente vulnerável em função da fragilidade. Às precárias condições de vida se somam aos problemas geracionais específicos: necessidade de maior atenção à saúde, dificuldades maiores de acesso a trabalho, ausência de respaldo familiar, que tornam a questão habitacional e de abrigo mais complexas.
De modo geral, esse grupo é constituído principalmente homens, com idade média de 65 anos, sendo que a maioria tem de 60 a 64 anos. São em grande parte não brancos. A escolaridade do grupo é mais baixa do que das outras faixas etárias, especialmente na rua onde se estima que 20% não saibam ler ou escrever.
Fonte: FIPE

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As condições de saúde dos idosos são mais frágeis do que a de outros grupos etários.
Excetuando-se a hipertensão, os três principais problemas de saúde identificados coincidem com os mais frequentes do conjunto da população em situação de rua - dores crônicas, problemas provocados por acidentes e depressão/ “doença dos nervos” - ainda que no grupo dos idosos as proporções destas doenças sejam mais altas. Além disto, um grupo significativo de idosos é portador de algum tipo de deficiência física grave (visual, auditiva, motora): 25% entre os acolhidos e 14% entre os de rua.
O atendimento da população de rua pela rede pública de saúde ocorre com maior frequência entre os idosos acolhidos do que entre os que estão na rua, com exceção do consultório na rua que atende 19% deste último grupo.
O uso de substâncias psicoativas é bem menor no grupo de idosos do que em outras faixas etárias, predominando o uso do álcool. O consumo é mais expressivo entre os que estão na rua.
Fonte: FIPE
PATOLOGIAS
VIOLÊNCIA
A qualidade de vida dos idosos de rua é inferior quando comparada à dos acolhidos, em decorrência das características da vida na rua, onde as condições de sobrevivência são muito mais precárias, violentas e desafiadoras. Entre as formas de violência destacam-se os furtos e roubos sofridos por 71% dos idosos que estão na rua, na maior parte das vezes, praticados por outras pessoas em situação de rua.
Fonte:FIPE
POLÍTICAS PÚBLICAS
Cabe refletir que o Estatuto do Idoso obriga o Estado a garantir ao idoso a proteção à vida e à saúde, através de implementação de políticas sociais públicas que assegurem um envelhecimento digno. Entretanto, depara-se, frequentemente, com idosos em situação de miserabilidade, desprovidos de tal proteção capaz de lhes assegurar a manutenção das necessidades básicas de vida. Assim sendo, evidencia-se o despreparo do próprio Poder Público e da sociedade para atender os preceitos legais.
Além disso, o (re)conhecimento da população em geral sobre a existência da pessoa idosa em situação de rua poderá estimular a mudança do olhar estigmatizado e preconceituoso da sociedade, permitindo um tratamento digno e respeitoso, com a consequente inserção dos indivíduos nas estratégias governamentais e políticas públicas.
Fonte:FIPE




